STEVE JOBS:
"Eu fui um afortunado em começar a trabalhar com computadores quando a indústria era muito nova e idealística. Não existiam muitos cusros de informática e , assim, as pessoas nos computadores eram mentes brilhantes da Física, Matemática, Música, Zoologia, e outros. Amavam os computadores e ninguém realmente pensava em ganhar dinheiro com eles." (Steve Jobs)


Steve Jobs: estudou física (abandonou o curso) em 1976 no Reed College

Reuters
Jobs: próximo passo é a convergência do mundo Disney com o universo Apple
 
 
 


O reino encantado de Steve Jobs
Dono da Apple vende seu estúdio de animação Pixar para a Disney por US$ 7,4 bilhões, torna-se o maior acionista individual da empresa de Mickey e se consagra como o mago do entretenimento

Por darcio oliveira e fábio altman

Steve Jobs, fundador da Apple, subiu ao palco, na conferência de tecnologia All Things Digital, recém realizada em Nova York, e foi logo provocando o público: “quem aí tem um iPod?” A maioria levantou a mão, exibindo o “walkman digital” inventado por ele. Jobs, ainda mais provocativo, deu uma olhadela para Bill Gates, que assistia ao encontro, e lascou: “Ei Bill, relaxa! Pode levantar o seu iPod também”. O dono da rival Microsoft sorriu, um tanto constrangido, e a platéia veio abaixo. Steve Jobs está impossível! Mais arrogante do que nunca, mais rico, mais poderoso. O homem é tratado pela mídia americana como a maior estrela corporativa do século XXI. Não à toa. Na semana passada, o ex-hippie que fundou e ressuscitou a Apple, inventou o mouse e os ícones na tela do computador, levou a animação gráfica a um novo patamar na indústria do cinema e criou a febre do momento – o tocador de MP3 iPod – tornou-se o maior acionista individual da Walt Disney Company. Na terça-feira 24, a empresa do Mickey anunciou que pagará US$ 7,4 bilhões para ficar com a Pixar, o estúdio de animação gráfica de Steve Jobs. Na troca de ações que acontecerá em breve com os herdeiros de Walt, o “chefão” da Pixar ficará com 7% da Disney. Em outras palavras, vendeu mas continua dono.

EFE
Sede da Pixar: Suas produções renderam mais de US$ 3 bilhões em bilheteria

Jobs terá assento no conselho da Disney, vai participar da diretoria da empresa e vigiará de perto os trabalhos da Pixar. Os executivos da Disney sabem que a presença do dono da Apple é imprescindível para o sucesso da divisão de cinema. Nas mãos de Jobs, a Pixar se transformou em uma das maiores referências do setor. Ganhou 15 Oscars e seus filmes, como Os Incríveis, Procurando Nemo e Toy Story, entre outros, têm garantido cerca de US$ 3 bilhões em bilheteria desde 1995. O empresário comprou a Pixar no final dos anos 80. A empresa pertencia a George Lucas e contava com apenas 44 funcionários. Preço do negócio na época: US$ 10 milhões. Valor de mercado da empresa hoje: US$ 7 bilhões.

Jobs jogou direitinho com a Disney. As duas empresas mantinham uma associação (a Pixar produzia e a Disney distribuía os filmes) desde 1990. Com o sucesso das produções, a Pixar começou a exigir participação maior nos lucros. Diante da negativa da Disney, a Pixar anunciou, em janeiro de 2004, que iria interromper a parceria. A Disney entrou em pânico. Seus tradicionais desenhos animados feitos à mão já haviam perdido a preferência do público, assim como as histórias de princesas ou reedições de clássicos com seus principais personagens. São os personagens, aliás, que movimentam os parques temáticos, produtos de consumo e programas de TV a cabo. E nos últimos tempos, Mickey e Pateta tiveram de se curvar ao Senhor Incrível, Nemo ou Buzz LightYear. Eram as criações da Pixar que estavam girando a indústria Disney. Não houve, portanto, outra saída para o Reino Encantado a não ser comprar a Pixar, antes que algum rival o fizesse. A aquisição foi bem recebida pelo mercado: as ações do estúdio de Jobs acumularam alta de 12% no último mês apenas por conta da possibilidade do acordo com a Disney.

O criador do iPod está nas nuvens. Depois de acompanhar as sucessivas altas das ações de seu i-empire (como é conhecido nos EUA o império que junta Apple e Pixar) nas últimas semanas, ele enviou comunicado aos funcionários cutucando novamente um concorrente. “Pessoal, parece que o Michael Dell não é bom em prever o futuro. Nossa empresa, hoje, vale mais que a dele". Jobs se referia a uma declaração do rival feita há 10 anos, quando a Apple passava por dificuldades. Perguntado sobre o que faria se fosse o CEO da Apple, Dell afirmou: “eu a fecharia e devolveria o dinheiro aos acionistas”. Agora veio o troco.

E dá-lhe números. O i-empire de Jobs vendeu 100 iPods por minuto no mundo, só no último trimestre de 2005. Desde que foi lançada, em 2001, a linha de MP3 portátil já comercializou 40 milhões de unidades. A loja virtual iTunes contabiliza 10% das vendas totais de música on line nos EUA. E o valor de mercado da Apple atingiu US$ 72,3 bilhões. No último trimestre de 2005, a empresa registrou o melhor resultado de sua história: US$ 5,7 bilhões de receita e lucro de US$ 565 milhões. Na semana passada, antes de anunciar o acordo com a Disney, Jobs exibiu os primeiros Macintosh com processador Intel. A novidade impulsionou os papéis do i-empire.

“A vantagem de Jobs é que ele é visionário e altamente empreendedor. Ou seja, ele sonha e realiza, enquanto outros apenas sonham”, analisa Daniel Domeneghetti, da E-consulting, especializada em tecnologia. “E, acima de tudo, ele tem uma sorte incrível”, conclui. O que virá agora, depois de Disney, iPods, iTunes? A indústria aposta num iMac que pode funcionar como mini-system e gravador digital de imagens de TV. E o já cantado iPod Câmera, além, é claro, da convergência do mundo Disney com o universo Apple (leia reportagem à pag.60) . Imagine comprar um seriado da Disney no iTunes, baixar num laptop iBook e transferir para um iPod. Steve Jobs é o homem que faz o mundo se divertir. Uma espécie de Walt Disney do século XXI.

VIDAS PARALELAS
Como Walt Disney e Steve Jobs revolucionaram a indústria do entretenimento e da computação até cruzarem o caminho em 1995
Getty Images
DISNEY
Reuters
JOBS

1928
Walt Disney e Ub Iwerks criam o ratinho Mickey. Ele aparece pela primeira vez no desenho animado Steamboat Willie,
pioneiro no uso de trilha sonora.

1976
Ao lado de Steve Wosniak, Jobs põe no mercado o Apple II, o primeiro micro com recursos gráficos, tela colorida e mouse

1937
Branca de Neve e os 7 anões é o primeiro longa de animação da história. Em um
único ano rende US$ 8 milhões nos
Estados Unidos.

1984
Anunciado com estardalhaço no intervalo do Super Bowl, é lançado o Macintosh. Preço inicial de venda: US$ 2495.

1955
Nasce a Disneyland, o pai de todos os parques de diversões, em Anaheim,
no estado da Califórnia. O custo:
US$ 17 milhões

1986
Jobs compra de George Lucas o braço de animação da LucasFilm. O valor: US$ 10 milhões. Surge a Pixar.


1995

Disney e Pixar lançam o longa Toy Story, primeiro da história totalmente produzido de modo digital. O filme rendeu US$ 191 milhões. Era o ínicio de uma longa parceria.

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/437/negocios/reino_steve_jobs.htm#vidas

 

 

 

 

Você tem que encontrar o que você ama

Veja a íntegra do discurso de Steve Jobs, o criador da Apple, para os formandos de StanfordPor Steve Jobs, o criador da Apple, na Stanford

Steve Jobs

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

 

A primeira história é sobre ligar os pontos

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?


Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.


E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.


Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.


Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.


Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.


De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.


Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.


Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo -  expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.


Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.


O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado. 

http://vocesa.abril.uol.com.br/evolucao/aberto/ar_80039.shtml

 















Steve Paul Jobs Born 1955 Los Altos CA; Evangelic bad boy who, with Steve Wozniak, co-founded Apple Computer Corporation and became a multimillionaire before the age of 30. Subsequently started the NeXT Corporation to provide an educational system at a reasonable price, but found that software was a better seller than hardware. Educ: Ungraduated, Physics, literature, and poetry, Reed College, OR; Prof. Exp: Atari Corporation; Apple Corporation; NeXT Corporation. Going to work for Atari after leaving Reed College, Jobs renewed his friendship with Steve Wozniak. The two designed computer games for Atari and a telephone "blue box", getting much of their impetus from the Homebrew Computer Club. Beginning work in the Job's family garage they managed to make their first "killing" when the Byte Shop in Mountain View bought their first fifty fully assembled computers. On this basis the Apple Corporation was founded, the name based on Job's favorite fruit and the logo (initially used as the unregistered logo of the ACM APL Conference in San Francisco) chosen to play on both the company name and the word byte. Through the early 1980's Jobs controlled the business side of the corporation, successively hiring presidents who would take











http://web.reed.edu/cis/about_cis/history.html


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(408) 996-1010
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I'm looking for a fixer-upper with a solid foundation. Am willing to tear down walls, build bridges, and light fires. I have great experience, lots of energy, a bit of that "vision thing" and I'm not afraid to start from the beginning.
  Apple Computer, Inc.
1997-Present
Helped company to once again create phenomenal products such as iMac, iBook, G4, PowerBook, iTools, iMovie, Mac OS X, iTunes, iPod, iPhoto, etc...

Part of the team that positioned company to trailblaze (once again) onto the Internet, into 2002 and beyond. We create computers that are fun, powerful, and easy to use.

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1986-Present
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