AKIO MORITA:

Físico AKIO MORITA: Fundador da SONY
(1921 - 1999)

Akio Morita

A trajetória de Akio Morita (1921-1999) é uma parábola perfeita da história do Japão neste século. Sua carreira nasceu das cinzas do pós-guerra, cresceu quando as empresas japonesas pareciam prestes a dominar o mundo e terminou na hora em que o Japão afundava na pior recessão econômica de sua história. Morita foi um dos principais responsáveis pela reinvenção do Japão nas últimas décadas. Ao morrer em outubro de 1999 ele havia realizado uma obra espantosa. A Sony fatura hoje cerca de US$ 60 bilhões, em negócios que vão da produção de eletroeletrônicos à venda de seguros.

Akio nasceu em 1921 com um destino predeterminado: ser o herdeiro do negócio de saquê da abastada família Morita. Contudo, entusiasmado pela música clássica ocidental, que ouvia regularmente, e pelas revistas eletrônicas nipônicas, de que era assinante assíduo, o jovem Morita desde cedo começou a se interessar pela eletrônica, e em particular pela alta fidelidade. Por isso, optou por estudar Física na Universidade Imperial de Osaka. Anos mais tarde, conheceu aquele que viria a ser seu sócio, Masaru Ibuka, um apaixonado por tecnologia que sonhava com produtos inovadores. Em 1946, com apenas US$ 500 doados pelo pai de Morita, nascia a Tokyo Tsushin Kogyo, que logo viria a se transformar em Sony (do latim sonus, som) na intenção de avançar para o mercado externo.

O rádio transistorizado foi a primeira arma escolhida. Os pequenos e resistentes rádios portáteis da Sony depressa conquistaram consumidores em todo o mundo e estabeleceram uma reputação de qualidade e de inovação para a empresa. Mas a genialidade de Morita transparece de fato na criação do walkman. A noção de música individualizada contrariava os hábitos da época e não era claro que o mercado estivesse tão receptivo a um produto tão diferente. Desafiando a posição geral, Morita foi em frente implantando uma estratégia de marketing genial. No lançamento, foram oferecidos aparelhos às principais celebridades da música, arte e esportes, as informações para imprensa foram difundidas em cassetes e ações promocionais foram desenvolvidas nos principais parques de Tóquio. O sucesso foi imediato.

     O criador da Sony foi um gênio dos negócios, e o primeiro entre os japoneses a perceber que teria de se voltar para os Estados Unidos se quisesse crescer. Muito do fascínio exercido por Morita se deve à maneira como ele conquistou o Ocidente. Para vender a imagem da Sony e de seu país, ele mudou-se com a família para os Estados Unidos, aprendeu a falar inglês e agir como um homem de negócios ocidental. Virou um embaixador informal da economia japonesa, e um símbolo da arrancada do Japão nos anos 80. Hoje, seus produtos fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas no mundo inteiro. Tudo resultado da união da criatividade do engenheiro Ibuka com o talento de vendedor de Morita.

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Akio Morita - O homem que fez a Sony

A Sony tornou-se uma das primeiras empresas globais pela mão de Akio Morita. A sua estratégia foi, desde sempre, a de pensar e atuar a um nível global

Akio Morita nasceu a 26 de Janeiro de 1921 na cidade de Nagoya, Japão, no seio de uma abastada família de destiladores de saké. Desde muito cedo educado para se tornar o herdeiro do negócio da família, Morita prefere, no entanto, dedicar-se a outras atividades, sobretudo relacionadas com a eletrônica. Estudou Física na Universidade Imperial de Osaka, tendo depois ingressado nas fileiras do exército, numa época em que o Japão se encontrava envolvido na Guerra do Pacífico.

Aqui, em 1944, conheceu Masaru Ibuka e em 1946 fundaram juntos a Tokyo Tsushin Kogyo K.K., uma empresa de engenharia de telecomunicações. A grande oportunidade da empresa surgiu quando compraram uma licença para fazer transistors. Com estes, fizeram rádios portáteis, os primeiros numa longa linha de produtos que desafiaram a realidade convencional da época. A este respeito Akio Morita disse, numa entrevista à revista Time, em 1971: “Eu sabia que precisava de uma arma para entrar no mercado americano e tinha de ser algo diferente, algo que mais ninguém fizesse.”

Morita foi decisivo em conduzir a Sony nas áreas do marketing, finanças e recursos humanos, tendo contribuído grandemente para a gestão global da empresa. Deste modo, a globalização da companhia é, em grande parte, resultado da sua decisão em mudar o nome corporativo da empresa para Sony, em 1958. Esta decisão não foi inicialmente bem recebida, mas Morita acentuou a necessidade de mudar o nome para algo que fosse mais fácil de pronunciar e de lembrar, para que a empresa crescesse e implementasse a sua presença a um nível global.

Em 1960, decidiu mudar-se para os E.U.A. com a sua família, revelando-se esta uma atitude brilhante. Deste modo, conseguiria compreender tanto a cultura Oriental como a Ocidental e combinar o melhor delas. Em 1968, fruto da sua ânsia em diversificar as áreas de atuação da Sony para além da eletrônica, entra no negócio de software para música. Em 1979 funda, no Japão, a Sony Prudential Life Insurance Co, Ltd., tendo mais tarde adquirido a CBS Records Inc., a editora da CBS. Em 1989 compra a Columbia Pitures Entertainment, Inc ., transformando, desta maneira, a Sony numa extensa companhia de entretenimento.

A inovação foi uma das grandes paixões do criador da Sony e é por isso que o sucesso de muitos dos produtos que foram lançados ao longo da história da empresa pode ser atribuído à sua criatividade, dando origem a estilos de vida e culturas completamente novos. Exemplos emblemáticos são o Walkman e o Compat Disc, produtos que hão de marcar para sempre a imagem da marca.

Morita esforçou-se sempre por cultivar a imagem corporativa da Sony assente numa filosofia de liberdade e abertura de espírito, e na vontade de aceitar desafios conseguindo, desta forma, em 1998, que a Sony fosse a marca nº 1 para os consumidores americanos, à frente, por exemplo, da Coca-Cola.

A Sony é hoje uma das marcas globais mais populares. Os produtos da Sony são conhecidos pela sua qualidade e inovação no design. Desde a invenção do Walkman, ao desenvolvimento constante das tecnologias digitais da nova geração, que o nome da Sony é sinônimo de inovação na comunicação audiovisual. Ao entrarmos no novo milênio, a estratégia da Sony tem-se desenvolvido para tornar-se numa empresa de liderança do século XXI graças às atividades abrangentes no setor on-line, da música, do cinema e dos jogos.

Fonte:
http://www.mktonline.net/index.php?cat=2&item=9625&op=1

 

 

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