CRONOLOGIA DA FÍSICA


AS DATAS HISTÓRICAS NO DESENVOLVIMENTO DA FÍSICA

Para fazer uma pesquisa, digite, por exemplo:
* o ano
* o nome do cientista
* o fenômeno, teoria, invento, etc.

Para classificar por SÉCULO, clique na aba POR CATEGORIA.



Buscar em todo o texto


Especial | Todos

Página:  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  ...  17  (Próximo)
Todos

-
-260: O grego Arquimedes (287a.C.?-212 a.C.) faz algumas das grandes descobertas de sua época. Já se sabia que as alavancas mais compridas levantam pesos maiores, mas é ele que ensina a fazer o cálculo exato. Mostra que, dobrando o comprimento, se levanta um peso duas vezes maior. Triplicando-o, triplica-se o peso, e assim por diante. Ele descobre também que os corpos flutuam porque "empurram" um pouco de líquido para os lados. O líquido, então, tende a voltar para onde estava, empurrando o corpo para o alto. 
-480: O sábio grego Leucipo afirma, pela primeira vez, que todas as substâncias são feitas de partículas microscópicas, chamadas átomos. Átomo, em grego, significa o que não pode ser dividido. Eles seriam então os menores "pedaços" de qualquer substância. Demócrito (460 a.C.-370 a.C.), discípulo de Leucipo, difunde o conceito, mas a maioria dos filósofos gregos, à época, rejeita a idéia.

1
1025: O árabe Alhazen (965-1039), estudioso da ótica, torna-se o primeiro a propor que os olhos funcionam como lentes para captar a luz. Para ele, as pessoas vêem porque detectam a luz refletida pelos objetos, tal como se concebe hoje. Alhazen descobre ainda que as lentes curvas aumentam os objetos.
1269: O francês Pèlerin de Maricourt verifica que os ímãs têm dois pontos em que a força magnética é mais forte. Esses pontos seriam chamados de pólos magnéticos. Maricourt observa que um desses pólos atrai ímãs, enquanto o outro os afasta. As anotações do francês são consideradas os primeiros tratados escritos de acordo com o método científico moderno.
1510: O polonês Nicolau Copérnico publica Commentariolus e apresenta pela primeira vez os princípios do heliocentrismo.

1543: Copérnico publica Das revoluções dos corpos celestes.
1589: O italiano Galileu Galilei (1564-1642) funda a física moderna ao descobrir a lei que determina a queda dos corpos. Na época se pensava que os objetos mais pesados caíam mais rápido, regra que havia sido criada mais de mil anos antes pelo grego Aristóteles. Galileu mostra que tudo cai com a mesma velocidade, seja uma pena, seja uma bola de ferro. A pena só desce mais devagar porque o ar reduz sua velocidade. No vácuo, onde não há resistência do ar, a pena e a bola de ferro chegariam juntas ao chão. 
1590: Galileu reúne em De motu experimentos sobre a queda livre de diversos tipos de corpos.
1592: No Della scienza mechanica. Galileu estuda problemas de levantamento de pesos.
1600: O inglês William Gilbert publica De magnete, sobre eletricidade e magnetismo.
1602: Galileu apresenta os primeiros enunciados para as leis de queda dos corpos e da oscilação.

1648: O francês Blaise Pascal (1623-1662) estuda a pressão criada pelo peso da água e dos gases. O peso do ar, por exemplo, diminui com a altura. Pascal mostra que, no alto de uma montanha, a pressão do ar é menor do que ao nível do mar. Outro exemplo é a água dentro de um balde. A água, diz o francês, pressiona as paredes do balde de dentro para fora, em todas as direções. E a direção da pressão faz um ângulo reto com as paredes do balde. Esse é o chamado Princípio de Pascal e é usado até hoje nos projetos de prensas hidráulicas. 
1648: O italiano Evangelista Torricelli inventa o barômetro.
1648: O holandês Villebrordus Snellius descobre a lei da refração da luz.
1654: Blaise Pascal, francês, prova a existência da pressão atmosférica e, juntamente com o francês Pierre de Fermat, formula a teoria das probabilidades, que o holandês Christiaan Huygens amplia em 1657.

1657: O inglês Robert Hooke (1635-1701) comprova a Lei de Galileu de que todos os corpos caem com a mesma velocidade. Ele usa uma bomba de ar para criar vácuo dentro de um cilindro de vidro vertical. Depois solta uma pena e uma moeda de metal de certa altura, dentro do cilindro. A moeda e a pena chegam ao fundo ao mesmo tempo.

1662: O irlandês Robert Boyle (1635-1701) demonstra que o ar pode ser comprimido. Ele injeta mercúrio líquido em um tubo lacrado, cheio de ar. Com a entrada do mercúrio, sobra um espaço menor para o ar, que é espremido em um volume menor. Boyle, em seguida, dobra o peso do mercúrio injetado. Com isso, o volume de ar fica duas vezes menor. Essa relação entre peso e volume é conhecida como a Lei de Boyle. 
1665: O Inglês Isaac Newton faz suas primeiras hipóteses sobre gravitação.
1666: O inglês Isaac Newton (1642-1727) descobre que a luz é composta de várias "luzes" diferentes, que são as cores. Ele faz um raio de sol passar por um prisma e observa que a luz, ao penetrar no vidro, é branca, mas, quando sai do outro lado, divide-se em raios de várias cores, como um arco-íris. Depois, colocando outro prisma na frente dos raios coloridos, vê que eles voltam a formar um único feixe branco.

1671: O alemão Wilhem Leibniz propõe a existência do éter .
1676: O abade francês Edmé Mariotte enuncia a lei da compressibilidade dos gases.
1676: O dinamarquês Olaus Römer descobre que a velocidade da luz é finita.
1678: O holandês Christiaan Huygens (1629-1695) defende a idéia de que a luz se propaga como onda. Mas não consegue demonstrar, na prática, o que afirma. Abre-se, assim, uma polêmica com Isaac Newton, que, também sem prova conclusiva, defende que os raios luminosos são feitos de partículas, ou átomos, de luz. 
1678: Huygens descobre a polarização da luz.
1687: Isaac Newton (1642-1727) publica o livro Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, no qual apresenta as três leis que se tornam, daí para a frente, os mandamentos da física. Na prática, elas ainda estão em vigor. Só precisam ser corrigidas, segundo os postulados da Teoria da Relatividade, quando se lida com velocidades muito elevadas, da ordem de 1.000.000 km/h. No mesmo livro, Newton afirma que todos os corpos atraem uns aos outros pela força da gravidade, que é gerada pela massa dos próprios corpos. O Sol e os planetas se mantêm juntos sob a ação dessa força, que Newton ensina a calcular. 
1687: Newton publica Philosophiae naturalis principia mathematica, em que enuncia a lei da gravitação universal e resume suas descobertas.

1690: Huygens formula a teoria ondulatória da luz.
1738: O matemático suíço Daniel Bernoulli (1700-1782) levanta a hipótese de que os gases são compostos de uma infinidade de partículas minúsculas, sempre em movimento. E que a temperatura de um gás reflete a velocidade dessas partículas Quanto maior o calor, mais rápido é o movimento. Essa idéia está correta, e hoje dizemos que as partículas são átomos. Naquela época, os conceitos de Bernoulli são vistos somente como especulações, e não como fatos comprovados. 
1738: O suíço Daniel Bernoulli publica estudos sobre a pressão e a velocidade dos fluidos.

1745: O alemão Ewald Jürgen von kleist inventa o capacitor elétrico - garrafa de Leyden.
1752: O político e pesquisador americano Benjamim Franklin (1706-1790) publica o resultado de suas observações sobre os raios. É o primeiro a propor que existem dois tipos de carga elétrica, a positiva e a negativa. Diz ainda que duas cargas de sinal contrário se atraem e as de mesmo sinal se repelem.

1761: O inglês Joseph Black cria a calorimetria, o estudo quantitativo do calor.

1784: Os franceses Antoine Lavoiser e Pierre Laplace inventam o calorímetro de gelo.
1785: O francês Charles Augustin Coulomb enuncia a lei das forças eletrostáticas.
1799: O alemão Friedrich Herschel descobre a existência dos raios infravermelhos.
1800: O astrônomo inglês William Herschel (1738-1822) descobre que o Sol, além de luz, emite outro tipo de raio: os raios infravermelhos. Atualmente se sabe que, apesar de invisíveis, esses raios são também luz, porém de uma cor que os olhos não podem enxergar. São utilizados no controle remoto das TVs para mudar o canal ou aumentar o volume. 
1801: O físico Thomas Young (1773-1829) dá uma demonstração prática de que a luz é uma onda. Ele mostra que é possível combinar duas ondas (interferência) de água e produzir uma terceira, diferente das anteriores, e o mesmo pode ser feito com dois raios de luz. Logo, segundo ele, a luz também deve ser um tipo de onda.
1801: O alemão Carl Ritter descobre o raio ultravioleta.
1803:
John Dalton apresenta sua teoria atômica da matéria, afirmando que os produtos de reações químicas são sempre formados por um número inteiro de "partículas", os átomos, a partir do estudo de reações químicas.
1811: O italiano Amedeo Avogadro (1776-1856) sugere que, se dois gases têm o mesmo volume, a mesma pressão e a mesma temperatura, então eles são formados pelo mesmo número de átomos. A Hipótese de Avogadro marca um período de grande fortalecimento da idéia de que todas as substâncias – tudo o que existe, em suma – são feitas de partículas pequenas demais para ser vistas. São os átomos, sobre os quais os gregos antigos já haviam especulado mais de 2 mil anos antes, sem sucesso. O átomo só seria totalmente aceito no início do século XX, quando Einstein descobre um meio de observá-los, ainda que indiretamente. 
1811: O inglês Humphry Davy inventa o arco elétrico.
1819: O francês Auguststin Fresnel desenvolve a teoria ondulatória da luz.
1820: O físico dinamarquês Hans Oersted (1777-1851) dá a primeira demonstração prática de que as forças elétricas e magnéticas são parecidas. Oersted aproximou uma bússola de um fio eletrificado, mostrando que a corrente elétrica podia mover o ponteiro da bússola. Menos de um ano depois, André-Marie Ampère, francês, reforça a idéia de Oersted. Ele faz aparecer uma atração magnética entre dois fios eletrificados. 
1820: * O francês André-Marie Ampère formula leis da eletrodinâmica.

* Laplace calcula a força eletromagnética.

* Os franceses Jean-Baptiste Biot e Félix Savart medem a indução criada por uma corrente.

* Oersted descreve o desvio produzido pelas correntes elétricas sobre a agulha da bússola..
1821: O inglês Michael Faraday (1791-1867) completa as experiências de Oersted e Ampère sobre forças elétricas e magnéticas. Ele verifica, primeiro, que um fio circular, ao ser eletrificado, faz girar um ímã próximo. Depois revela que um ímã em movimento pode criar corrente elétrica num fio desligado. 
1821: O inglês Michael Faraday descobre os fundamentos da indução eletromagnética.
1822: Com o livro Teoria Analítica do Calor, o matemático francês Jean-Baptiste Fourier (1768-1830) dá início ao estudo sistemático da propagação do calor por meio de diversas substâncias. Suas fórmulas descrevem o fluxo do calor e permanecem úteis até hoje. São conhecidas como transformações de Fourier. 
1822: Fresnel aperfeiçoa as lentes usadas em faróis.
1824: A termodinâmica, que é o estudo do calor, tem início numa tentativa de avaliar a eficiência das máquinas a vapor. O pioneiro nesse campo é o francês Nicolas-Leonard-Sadi Carnot (1796-1832). Para ele, o calor das caldeiras nunca é usado integralmente para produzir força e movimentar engrenagens, pois uma parte sempre se perde. Carnot ensina a calcular o rendimento máximo das máquinas.
1827: O alemão Georg Simon Ohm formula a lei que relaciona o potencial, a resistência e a corrente elétrica (LEI DE OHM).
1830:

Projeto de Legislação Metrológica apresentada pelo Deputado Cândido Baptista de Oliveira

A Assembléia Geral Legislativa decreta:
Art. 1º: O actual systema legal de pesos e medidas será substituído em todo o Império pelo systema metrico adoptado por lei e actualmente usado em França.

Art. 2º: É o governo autorisado para mandar vir de França os necessarios padrões desse systema e a tomar todas as medidas que julgar convenientes a bem da prompta, facil e geral execução do artigo antecedente.

Paço da Câmara dos Deputados, 12 de junho de 1830.
Candido Baptista de Oliveira

1831: Faraday descobre a indução eletromagnética.

1831: James Maxwell afirma o caráter eletromagnético da luz.
1833: O russo Heinrich Lenz determina a lei de sentido das correntes induzidas.

1834: Faraday formula as leis da eletrólise.

Wheatstone descobre o processo para medir a velocidade de uma carga elétrica num campo condutor.

1839: O francês Antoine Becquerel descobre a célula fotovoltaica.
1842: Christian Doppeler, austríaco, formula as bases do efeito Doppler, utilizado na acústica e na astronomia.
1843: O físico britânico James Prescott Joule (1818-1889) mede, pela primeira vez, o equivalente mecânico do calor. Ele faz uma hélice metálica girar dentro de um tanque com água e verifica que a temperatura da água sobe. Ou seja, a rotação da hélice, que é energia em forma mecânica, vira calor. Hoje, a unidade de energia mecânica é chamada joule. Os cálculos mostram que 1 joule é equivalente a 0,24 caloria. 
1843: O inglês James Joule determina a quantidade de trabalho mecânico necessária para produzir uma unidade de calor.

1846: O alemão Ernest Weber constrói o primeiro eletrodinamômetro, para medir a força de atração entre cargas elétricas.

1847: A experiência de Joule mostrando que a energia mecânica vira calor leva à definição de uma das leis mais importantes da física: a de que a energia não pode ser criada nem destruída. É a chamada Lei de Conservação da Energia, ou Primeira Lei da Termodinâmica. Ela foi definida pelo alemão Hermann Ludwig Ferdinand von Helmholtz (1821-1894). 
1848: Verifica-se que a temperatura dos corpos não pode diminuir
indefinidamente. Existe um limite a partir do qual ela não cai mais. O
inglês William Thomson, Lord Kelvin (1824-1907), determina esse ponto,
denominado zero absoluto. O valor atual é de 273,15 graus Celsius
negativos. Em homenagem a Thomson, a unidade de temperatura mais usada
atualmente pela ciência é o Kelvin.

1849: O francês Armand Fizeau mede a velocidade da luz.
1849: O inglês William Thomson (lord Kelvin) cria a escala termométrica absoluta.
1850: O alemão Rudolf Julius Emanuel Clausius (1822-1888) cria a
Segunda Lei da Termodinâmica. Ela diz que, sempre que a energia muda de
forma, uma parte vira calor e não pode ser aproveitada . Nas
hidrelétricas, por exemplo, uma queda-d’água faz girar um conjunto de
ímãs, o que gera eletricidade. A energia mecânica de rotação vira
energia elétrica. Mas não totalmente, porque, ao girar, os ímãs sofrem
atrito e esquentam, desperdiçando energia na forma de calor.
1851: O  alemão Franz Ernst Neumann formula a lei da indução eletromagnética.

1852: O inglês George Stokes formula a lei da fluorescência, observando o efeito da luz ultravioleta sobre o quartzo.

1855: O francês Leon Foucault descobre as corrente induzidas nos condutores metálicos.
1859: Ao estudar o brilho de substâncias incandescentes, o alemão
Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887) percebe que cada elemento químico
emite luz a sua maneira. Cada um tem suas próprias cores, que aparecem
se a luz é decomposta por um prisma. O conjunto de cores de um elemento
chama-se linhas espectrais. Hoje sabemos que existem 92 átomos na
natureza e cada um possui suas próprias linhas espectrais.
1865: O inglês James Clerk Maxwell demonstra que as forças elétrica e
magnética são a mesma coisa. Elas são efeitos diferentes de uma única
força, chamada então de força eletromagnética. Mais do que isso, Maxwell
revela, na mesma teoria, que a luz é apenas energia eletromagnética em
movimento. Se colocarmos detectores no caminho de um raio luminoso,
veremos que existe força elétrica e magnética dentro dele. Ou seja,
Maxwell unifica três ciências: a eletricidade, o magnetismo e a ótica.
1869:
Dmitri Mendeleyev apresenta a sua Tabela Periódica dos Elementos.
1871:
Dmitri Mendeleyev prediz alguns novos elementos, como  scandium, germanium, technetium, francium e gallium
1873: O holandês Johannes van der Waals descobre a continuidade dos estados líquido e gasoso.
1876: O inglês William Crookes usa pela primeira vez o termo "raio catódico".

1876: O inglês William Crookes usa pela primeira vez o termo "raio catódico".
1880: James Wimshurt, inglês inventa o gerador eletrostático.
1881: O  inglês James Alfred Ewing e o alemão Emil Warburg descobrem a histeresse magnética (campo residual de um objeto ferromagnético).

1884:
A mecânica estatística, desenvolvida pelo alemão Ludwig Eduard Boltzmann (1844-1906), aprofunda a Teoria Cinética dos Gases, de Maxwell. As novas pesquisas fortalecem duas idéias que são decisivas para o progresso da física do século XX. A primeira é que todas as substâncias são feitas de átomos; portanto, ao estudar o comportamento dos átomos, é possível entender as propriedades gerais das substâncias, como a temperatura de um gás ou a quantidade de luz que ele emite ao ser aquecido. A segunda é que esse estudo deve ser feito de maneira estatística, por meio do cálculo de probabilidades.
1884: O americano Thomas Edison faz a primeira válvula eletrônica.
1887: O alemão Heirich Rudolf Hertz descobre o efeito fotoelétrico.

1887: Os americanos Albert Michelson e Edward Williams Morley mostram a constância da velocidade da luz.
1888: O alemão Heinrich Hertz (1857-1894) confirma a previsão de
Maxwell de que a luz é composta de forças elétricas e magnéticas. Usando
descargas elétricas, Hertz produz as primeiras ondas de rádio, uma das
muitas formas de luz que os olhos não podem enxergar. Com base nessa
experiência, torna-se possível pensar em novos meios de comunicação,
como o rádio, o telégrafo sem fio e a televisão.
1888: Trabalhando separadamente, Hertz e Oliver Lodge estabelecem que as ondas de rádio pertencem à mesma família das ondas de luz.

1890: *O  francês Paul Villard idêntifica os raios gama.

* Ernest Rutherford e o inglês Frederick Soddy conceituam as famílias radiativas.

1895: Experiência do alemão Wilheim Konrad Röntgen (1845-1923) revela a
existência dos raios X. Mais tarde se comprovaria que é uma forma de luz
invisível aos olhos e superenergética. Röntgen chama os raios de X para
salientar que a ciência nada sabia sobre eles até então. Por ser capaz
de atravessar o corpo humano, deixando ver os ossos, eles viram manchete
dos jornais no mundo inteiro. Hoje são empregados para fazer radiografias.
1895: Jean-Baptiste Perrin, francês demonstra que os raios catódicos transportam eletricidade negativa. * O alemão Wilhelm Röntgen descobre os raios X.

1896: Ernest Rutherford, da Nova Zelândia, descobre o processo de detecção magnética das ondas eletromagnéticas.

1896: O francês Henri Becquerel descobre a radiatividade. Rutherford descobre os raios alfa e beta produzidos nos átomos radiativos.

1897: Fica definitivamente demonstrado que a eletricidade corre nos
fios na forma de partículas submicroscópicas, que são, então, batizadas
de elétrons. O autor da prova é o inglês Joseph-John Thomson (1856-1940).
1899: Os alemãos Julius Elster e Hans Geitel determinam os períodos dos elementos radioativos.

1900: É dado o primeiro passo para a criação da mecânica quântica, a
mais importante teoria física do século XX, ao lado da Teoria da
Relatividade. O estudo pioneiro é do alemão Max Planck (1858-1947). Ele
estuda uma cavidade capaz de aprisionar certa quantidade de luz e tenta
calcular a energia total concentrada lá dentro. Fica espantado porque
suas contas só dão certo quando se supõe que a cavidade possui uma
infinidade de minúsculos "pacotes" de luz. Planck chama esses pacotes de
quanta. Em 1905, Einstein declara que os quanta são uma nova espécie de
partículas: os átomos de luz.
1901: O russo Piotr Liebedev prova experimentalmente a pressão da luz.
1902: Oliver Heaviside, inglês, afirma existir uma camada atmosférica que favorece a reflexão das ondas de rádio, a ionosfera, que permitia que ondas de rádio fossem transmitidas entre continentes.


1905: O físico alemão Albert Einstein (1879-1955) desenvolve a Teoria da Relatividade, modificando pela primeira vez fundamentos da Física desde a época de Newton. A mais importante alteração trazida pela Relatividade é que o tempo deixa de ser absoluto. Significa, por exemplo, que, se um relógio está em movimento, o tempo para ele passa mais devagar que para um que esteja parado.
1905: Lee de Forest, americano, inventa o tríodo, a válvula eletrônica de três elementos.

1907: A Teoria da Relatividade ganha uma formulação matemática mais
elegante e mais prática nas mãos do alemão Hermann Minkowski
(1864-1909), ex-professor de Einstein. Nas equações de Minkowski, o
espaço não tem apenas largura, comprimento e altura, as três dimensões
usuais. Há também uma quarta dimensão, que é o tempo. Impossível de
imaginar, esse espaço de quatro dimensões tem sido comprovado
exaustivamente desde 1919.
1908: Observa-se pela primeira vez de maneira indireta o tamanho dos
átomos. A experiência, feita pelo francês Jean-Baptiste Perrin
(1870-1942), comprova uma sugestão feita por Einstein, em 1905: de que
as moléculas de água, praticamente do mesmo tamanho de um átomo,
poderiam empurrar partículas bem pequenas, mas ainda visíveis ao
microscópio. Perrin usou grãos de resina vegetal e, de fato, registrou e
mediu os saltos que eles davam ao ser abalroados pelas moléculas (elas
estão sempre em movimento frenético). Por meio dessas medidas, ele
deduziu o tamanho das moléculas que empurravam os grãos de resina. Eram
100 mil vezes menores que 1 centímetro – exatamente o tamanho que se
esperava. Só então a existência dos átomos passou a ser aceita.
1910: A polonêsa Marie Sklodowska Curie publica o Traité sur la radiographie, em que sintetiza as pesquisas feitas com seu marido, Pierre Curie, e com seu aluno Langevin.

1911: Os átomos deixam de ser os menores pedaços de matéria que existe.
O físico de origem australiana Ernest Rutherford (1871-1937) verifica
que o átomo tem um núcleo central, duríssimo, no qual fica concentrada
quase toda sua massa. Ele sugere que o resto dessa massa, menos de 1
milésimo do total, gira em torno do núcleo na forma das já conhecidas
partículas de eletricidade, chamadas elétrons.
1913: O dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) dá a primeira descrição de
um átomo por dentro. No centro fica um núcleo ínfimo, 100 mil vezes
menor que o átomo todo. A sua volta giram os elétrons, mais ou menos
como os planetas orbitam o Sol. Bohr ensina a calcular as órbitas dos
elétrons, o que representa um avanço grande sobre o modelo atômico
proposto por Rutherford.
1913: O alemão Johannes Stark descobre a ação do campo elétrico sobre a luz .

1913: * O alemão Hans Geiger inventa um aparelho elétrico para contar os raios alfa.

*Soddy cunha o termo "isótopo".

* O inglês Henry Moseley relaciona o número atômico de um elemento a seu espectro de raios X.
1916: Albert Einstein amplia sua Teoria da Relatividade para englobar
os efeitos da força da gravidade. Seu esquema teórico passa a se chamar
Teoria da Relatividade Geral. Com ela, pela primeira vez, os físicos têm
fórmulas que podem ser aplicadas ao Universo inteiro. É por meio dessas
fórmulas que, mais tarde, se calcula a expansão das galáxias após uma
grande explosão inicial, o Big Bang.
1919: Realiza-se o primeiro teste da Teoria da Relatividade Geral. Uma
equipe liderada pelo inglês Arthur Stanley Eddington (1882-1944)
verifica que a luz de uma estrela distante sofre um pequeno desvio ao
passar, em seu caminho rumo à Terra, muito perto do Sol. A física
clássica, anterior a Einstein, não previa que a luz fosse afetada pela
gravidade. O teste de Eddington é decisivo para a aceitação da nova teoria.
1919: O inglês Francis Aston aperfeiçoa o espectrógrafo de massa e define o fenômeno da isotopia.
1923: O francês Louis-Victor-Pierre-Raymond de Broglie (1892-1987)
demonstra que as partículas também agem como ondas. Ele descobre que o
elétron aparece como uma partícula, ou seja, um concentrado de matéria,
e, também, como onda, como se sua massa estivesse espalhada pelo espaço,
oscilando. Com isso se completa o quadro que Einstein começara a montar
ao dizer que as ondas luminosas podem comportar-se como partículas.
1923: O americano Louis Bauer analisa o campo magnético da Terra.

1925: O austríaco Wolfgang Pauli enuncia o princípio quântico da exclusão.
1926: Partindo da idéia de que as partículas, como o elétron, às vezes
agem como ondas, o austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) cria uma nova
imagem dos átomos por dentro. Os elétrons, agora, não se parecem mais
com partículas girando em torno do núcleo atômico – da mesma forma que
planetas orbitam o Sol . Em vez disso, tudo se passa como se a massa dos
elétrons estivesse espalhada em volta do núcleo, ou seja, como se cada
elétron fosse uma onda vibrando ao redor do núcleo. Os elétrons
continuam também a ser vistos como partículas em órbita. Eles mudam de
aspectos conforme as circunstâncias, ora aparecendo como partículas, ora
como ondas.
1926:
O químico Gilbert N. Lewis propõe o nome de FÓTON (photon) na Nature  (Vol. 118, Part 2, December 18, 1926, page 874-875)

Tanto Planck quanto Einstein mão usaram originalmente a palavra fóton.
1927: O físico norte-americano Clinton Joseph Davisson (1881-1958)
demonstra que os objetos também agem como ondas, comprovando a teoria de
Louis de Broglie.
1927: Define-se o Princípio da Incerteza, sobre o qual se baseia quase
toda a física moderna. É o passo decisivo para o estabelecimento da
mecânica quântica. O autor da definição é o alemão Werner Carl
Heisenberg (1901-1976). De acordo com esse princípio, não é possível
medir com absoluta precisão, ao mesmo tempo, a velocidade e a posição
dos átomos. Ao medir uma velocidade, o cientista sempre perturba o
átomo, tirando-o um pouco de sua posição. Esta, então, já não pode ser
estimada com todo o rigor. E vice-versa: quando se tenta descobrir a
posição do átomo, modifica-se sua velocidade, e a medição fica prejudicada.
1927: O austríaco Erwin Schrödinger aplica a mecânica ondulatória à teoria atômica.
1927: Os americanos Thompson, Clinton Davisson e Lester Germer produzem a difração de elétrons.
1928: Os alemães Hans Geiger e Walter Müller inventam o contador Geiger para medir a radiatividade.
1932: O inglês James Chadwick (1891-1974) detecta o nêutron, a segunda
partícula componente dos núcleos atômicos (a outra é o próton). No mesmo
ano, o norte-americano Carl David Anderson (1905-) observa o pósitron,
que é a antimatéria do elétron (significa que o elétron e o pósitron são
idênticos em tudo, menos na carga elétrica, que é negativa no primeiro e
positiva no segundo). O pósitron havia sido previsto, dois anos antes,
pelo teórico inglês Paul Adrien Maurice Dirac (1902-1984).
1932: O americano Robert van de Graaeff constrói a primeira máquina eletrostática.

1934: O italiano Enrico Fermi (1901-1954) descobre a força que mais
tarde seria chamada de nuclear fraca. Ela é responsável por alguns tipos
de desintegração atômica, como as que geram a energia do Sol. Fermi não
tinha ainda uma teoria da força nuclear fraca. Apenas elaborou uma
fórmula aproximada para calcular sua intensidade.
1934: O casal francês Frédéric e Irène Joliot-Curie descobre a radiatividade artificial.
1934: A Universidade de São Paulo (USP) implanta seu primeiro grupo de pesquisa, com Marcelo Dami de Souza Santos, Mário Schenberg e Paulus Aulus Pompéia, orientados por Gleb Wataguin.

1935: Hideki Yukawa (1907-1981) descobre a força nuclear forte, que
gruda os prótons e os nêutrons uns aos outros dentro dos núcleos
atômicos. Como no caso da outra força nuclear conhecida, batizada de
fraca, Yukawa não chega a formular uma teoria completa.
1935: Hideki Yukawa (1907-1981) descobre a força nuclear forte, que
gruda os prótons e os nêutrons uns aos outros dentro dos núcleos
atômicos. Como no caso da outra força nuclear conhecida, batizada de
fraca, Yukawa não chega a formular uma teoria completa.
1936: O italiano Enrico Fermi bombardeia elementos químicos pesados com nêutrons, produzindo elementos mais pesados que os existentes na natureza.

1938: O alemão-americano Hans Bethe (1906-) explica que a energia das
estrelas é produzida por reações nucleares semelhantes às que provocam a
explosão das bombas de hidrogênio. Nessas reações, quatro núcleos de
hidrogênio se fundem para formar dois núcleos de hélio.
1938: Os alemães Otto Hahn e Fritz Strasmann descobrem a fissão nuclear.
1939: Pela primeira vez se consegue partir um núcleo atômico, o do
urânio. Na experiência os físico-químicos alemães Otto Hahn (1879-1968)
e Lise Meitner (1876-1968) realizam afissão do núcleo do urânio. Suas
experiências são concluídas nos Estados Unidos depois de fugir do nazismo.
1941: Inicia-se nos EUA, o Projeto Manhattan, para a construção da bomba atômica.
1942:  Fermi coordena, em Chicago, EUA, a construção do primeiro reator nuclear.
1944: Joaquim Costa Ribeiro descobre o efeito termodielétrico, conhecido por efeito Costa Ribeiro.
1945: *  A primeira bomba atômica é detonada pelos EUA em Alamogordo, Novo México , em 16/07.

*  06/08 os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima .

* 09/08, sobre Nagasáqui.
1947: Descobrem-se os mésons , que são partículas subatômicas
intermediárias entre os prótons, que ficam no núcleo dos átomos, e os
elétrons, que giram em torno do núcleo e formam a periferia dos átomos.
Os mésons, previstos em 1935 pelo japonês Hideki Yukawa (1907-1981), são
detectados pela equipe do inglês Cecil Frank Powell (1903-1969). O
brasileiro César Lattes – Encontradas as primeiras partículas
subatômicas que não fazem parte dos átomos. Chamadas híperons , elas são
bem mais pesadas que os prótons e os nêutrons, com os quais são feitos
os núcleos dos átomos. Os híperons surgem em correntes elétricas de
altíssima energia, nos laboratórios, e revelam algo que não se imaginava
existir. Os primeiros a ver um híperon são os poloneses Marian Danysz e
Jerzy Pniewaki. Hoje se conhecem centenas deles.
1947: César Lattes participa da descoberta do méson.
1948: Os americanos John Bardeen, Walter Brattain e William Shokley formulam a teoria do transistor e constroem os primeiros modelos.

1950:
Paul Dirac é o primeiro a sugerir a Teoria das Cordas.
1950:
Seaborg, Ghiorso, Street e Thompson obtém o elemento 98, o Californium.
1950:
Jan Oort apresenta a teoria sobre a origem dos cometas (Nuvem de Oort).
1951: * Fundado o Instituto de Física Teórica, em São Paulo.

* Criada a Comissão Nacional de Energia Nuclear, no Rio de Janeiro.
1952: Os EUA explodem a primeira bomba de hidrogênio, no Oceano Pacífico, e no ano seguinte a URSS explode a sua.

1952:
Seaborg e associados obtém os elementos 99 (Einsteinium) e 100 (Fermium).

1952:
Soseph Weber apresenta o princípio do MASER.
1954: Mário Schenberg descobre um processo de perda de energia de estrelas, por emissão de neutrinos (efeito Urca).

1955:
É construído o primeiro relógio atômico de Césio.
1955:
Seaborg e associados obtém o elemento 101, o Mendelevium.
1956: O Laboratório de Los Alamos, nos EUA, detecta o neutrino.
1956:
Reines e Cowan conseguem detectar neutrinos.
1958: Instalado na USP, em São Paulo, o primeiro reator nuclear da América Latina.

1967: A China explode sua primeira bomba de hidrogênio.

1967:
John Wheeler introduz o termo "black hole" (buraco negro).
1968: Os americanos Steven Weinberg (1933-) e Sheldon Lee Glashow
(1932-) e o paquistanês Abdus Salam (1926-) criam uma fórmula única para
calcular os efeitos de duas forças fundamentais do Universo: a
eletromagnética e a nuclear fraca. Depois elas passam a ser chamadas
pelo nome comum de força eletrofraca. Espera-se, um dia, unificar duas
outras forças: a gravitacional e a nuclear forte. Os três conquistam o
Prêmio Nobel em 1979.
1968: * Criada a Sociedade Brasileira de Física.

* Instalado em Piracicaba , SP, o Centro de Energia Nuclear na agricultura,
1972: Surge a teoria de que o próton e o nêutron, os componentes do
núcleo atômico, são feitos de partículas ainda menores, chamadas quarks.
O teórico americano Murray Gell-mann (1929-) tem a idéia dos quarks em
1961 e, onze anos depois, entrega uma teoria completa. É a cromodinâmica
quântica, que explica não apenas a constituição de prótons e nêutrons
como a dos mésons e dos híperons.
1974: Assinado o Acordo Nuclear Brasil/Alemanha, contra o qual se manifestam os físicos brasileiros.

1975: Em princípio, nada deveria sair de dentro de um buraco negro, que
são os astros mais densos que podem existir no Universo. Mas, pela
teoria do inglês Stephen Hawking (1942-), elaborada a partir de 1970 e
aceita de maneira ampla pela comunidade científica cinco anos mais
tarde, é possível que os buracos negros se evaporem e, com isso, percam
pelo menos uma parte ínfima de massa.
1982: Na Universidade de Princeton, EUA, é realizada a primeira fusão nuclear controlada, por 5 segundos, a 100.000º C .

1983: O ítalo-americano Carlo Rubbia (1934-) detecta em laboratório a
partícula subatômica Z0 e confirma a existência da força eletrofraca,
que é uma mistura das forças eletromagnética e nuclear fraca . A
partícula Z0 transmite as duas forças ao mesmo tempo: ela tanto pode
carregar força elétrica para prender um elétron a um próton (e assim
formar o átomo de hidrogênio) como pode deflagrar uma reação nuclear
fraca (do tipo das que mantêm o Sol aceso). Rubbia ganha o Prêmio Nobel
em 1984.
1983: Inaugurada a usina nuclear Angra I, em Angra dos Reis, RJ.
1986: Bednorz e K.A. Müller produzem um supercondutor a "alta" temperatura (material que, sob temperaturas baixas, mas não tão baixas como as dos supercondutores puros, apresenta resistividade elétrica nula).

1987: O alemão Johannes Georg Bednorz (1950-) e o suíço Karl Alex
Müller (1927-) descobrem as chamadas cerâmicas supercondutoras, capazes
de conduzir eletricidade com resistência zero. Ou seja, não há perda de
energia. Desde o início do século se sabe que a supercondutividade
ocorre em metais, como o níquel, mas apenas a cerca de 270 graus Celsius
negativos. Nas cerâmicas, mais práticas, a resistência fica zero em
condições mais amenas, de 96 graus Celsius negativos.
1988: Eric Storm testa com êxito um novo método de fusão atômica que gera polêmica no meio científico .

1989: O inglês Martin Fleishmann e o americano Stanley Pons afirma ter obtido fusão nuclear à temperatura ambiente (a fusão "a frio") . Logo depois, Fleishmann admite ter-se enganado.

1989: Entra em funcionamento, em Campinas, SP, o maior acelerador de partículas do país, o Laboratótio Nacional de Luz Sincroton (LNLS).
1995: Uma equipe do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, o Cern,
consegue montar o primeiro antiátomo de hidrogênio. A antimatéria é
conhecida desde que o teórico inglês Paul Dirac previu a existência do
antielétron, também chamado de pósitron . Mas, desde então, todos
fracassam na tentativa de juntar um pósitron e um antipróton para
construir um átomo inteiro. Com o sucesso do Cern, o próximo passo será
fazer antiátomos maiores, com maior número de antiprótons e pósitrons.
1995: Físicos do Laboratório Fermilab, em Chicago, nos Estados Unidos,
mostram que nem todas as partículas nucleares obedecem a um princípio
básico, segundo o qual não deve haver preferência entre matéria e
antimatéria. Toda vez que se cria um elétron, por exemplo, deve surgir
também um antielétron. Mas certas partículas, como os chamados káons,
fogem à regra: em suas reações, sempre aparecem mais káons que
antikáons. Isso pode explicar por que no início do Universo havia muita
antimatéria, que agora já não existe. É possível que, aos poucos,
reações como as dos káons tenham favorecido a formação de matéria em
detrimento da antimatéria até o desaparecimento total dessa última.
1999: Físicos do Laboratório Fermilab, em Chicago, nos Estados Unidos,
mostram que nem todas as partículas nucleares obedecem a um princípio
básico, segundo o qual não deve haver preferência entre matéria e
antimatéria. Toda vez que se cria um elétron, por exemplo, deve surgir
também um antielétron. Mas certas partículas, como os chamados káons,
fogem à regra: em suas reações, sempre aparecem mais káons que
antikáons. Isso pode explicar por que no início do Universo havia muita
antimatéria, que agora já não existe. É possível que, aos poucos,
reações como as dos káons tenham favorecido a formação de matéria em
detrimento da antimatéria até o desaparecimento total dessa última.



A física dinamarquesa Lene Vestergaard, do Instituto de Ciências
Rowland, nos Estados Unidos, consegue reduzir a velocidade da luz 18
milhões de vezes, para apenas 60 quilômetros por hora. Na experiência, a
luz é obrigada a atravessar um novo estado da matéria, conhecido como
condensado de Bose-Einstein. Nele, átomos resfriados a aproximadamente
273 graus Celsius negativos movem-se em conjunto, como se fossem um só
objeto. O resultado é que a luz é obrigada a se desviar fortemente da
trajetória que vem seguindo e a diminuir a velocidade que tem no vácuo,
de 300 mil quilômetros por segundo (cerca de 1 bilhão de quilômetros por
hora). Em comparação, a luz ao entrar na água e desviar-se desloca-se a
750 milhões de quilômetros por hora.

Página:  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  ...  17  (Próximo)
Todos