CRONOLOGIA DA FÍSICA


AS DATAS HISTÓRICAS NO DESENVOLVIMENTO DA FÍSICA

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1900: É dado o primeiro passo para a criação da mecânica quântica, a
mais importante teoria física do século XX, ao lado da Teoria da
Relatividade. O estudo pioneiro é do alemão Max Planck (1858-1947). Ele
estuda uma cavidade capaz de aprisionar certa quantidade de luz e tenta
calcular a energia total concentrada lá dentro. Fica espantado porque
suas contas só dão certo quando se supõe que a cavidade possui uma
infinidade de minúsculos "pacotes" de luz. Planck chama esses pacotes de
quanta. Em 1905, Einstein declara que os quanta são uma nova espécie de
partículas: os átomos de luz.
1901: O russo Piotr Liebedev prova experimentalmente a pressão da luz.
1902: Oliver Heaviside, inglês, afirma existir uma camada atmosférica que favorece a reflexão das ondas de rádio, a ionosfera, que permitia que ondas de rádio fossem transmitidas entre continentes.


1905: O físico alemão Albert Einstein (1879-1955) desenvolve a Teoria da Relatividade, modificando pela primeira vez fundamentos da Física desde a época de Newton. A mais importante alteração trazida pela Relatividade é que o tempo deixa de ser absoluto. Significa, por exemplo, que, se um relógio está em movimento, o tempo para ele passa mais devagar que para um que esteja parado.
1905: Lee de Forest, americano, inventa o tríodo, a válvula eletrônica de três elementos.

1907: A Teoria da Relatividade ganha uma formulação matemática mais
elegante e mais prática nas mãos do alemão Hermann Minkowski
(1864-1909), ex-professor de Einstein. Nas equações de Minkowski, o
espaço não tem apenas largura, comprimento e altura, as três dimensões
usuais. Há também uma quarta dimensão, que é o tempo. Impossível de
imaginar, esse espaço de quatro dimensões tem sido comprovado
exaustivamente desde 1919.
1908: Observa-se pela primeira vez de maneira indireta o tamanho dos
átomos. A experiência, feita pelo francês Jean-Baptiste Perrin
(1870-1942), comprova uma sugestão feita por Einstein, em 1905: de que
as moléculas de água, praticamente do mesmo tamanho de um átomo,
poderiam empurrar partículas bem pequenas, mas ainda visíveis ao
microscópio. Perrin usou grãos de resina vegetal e, de fato, registrou e
mediu os saltos que eles davam ao ser abalroados pelas moléculas (elas
estão sempre em movimento frenético). Por meio dessas medidas, ele
deduziu o tamanho das moléculas que empurravam os grãos de resina. Eram
100 mil vezes menores que 1 centímetro – exatamente o tamanho que se
esperava. Só então a existência dos átomos passou a ser aceita.
1910: A polonêsa Marie Sklodowska Curie publica o Traité sur la radiographie, em que sintetiza as pesquisas feitas com seu marido, Pierre Curie, e com seu aluno Langevin.

1911: Os átomos deixam de ser os menores pedaços de matéria que existe.
O físico de origem australiana Ernest Rutherford (1871-1937) verifica
que o átomo tem um núcleo central, duríssimo, no qual fica concentrada
quase toda sua massa. Ele sugere que o resto dessa massa, menos de 1
milésimo do total, gira em torno do núcleo na forma das já conhecidas
partículas de eletricidade, chamadas elétrons.
1913: O dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) dá a primeira descrição de
um átomo por dentro. No centro fica um núcleo ínfimo, 100 mil vezes
menor que o átomo todo. A sua volta giram os elétrons, mais ou menos
como os planetas orbitam o Sol. Bohr ensina a calcular as órbitas dos
elétrons, o que representa um avanço grande sobre o modelo atômico
proposto por Rutherford.

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