A primeira esposa de Einstein
Mileva Maric
nasceu no dia 19 de dezembro de 1875 na cidade de Titel, na Vojvodina,
hoje uma região da Iugoslávia, naquela época da Hungria,
que era parte do império austro-húngaro. A instrução
de Mileva teve início em 1882. As aulas eram dadas em sérvio-croata
mas ela também aprendeu alemão e francês. Tudo indica
que era uma aluna boa e audaciosa. Para completar sua educação,
o pai a mandou para Zurique, onde em novembro de 1894 foi admitida na Höhere
Töchterschule (colégio avançado para moças).
Na primavera de 1896 foi aprovada nos exames finais, o que lhe permitiu
entrar numa universidade. No verão desse mesmo ano matriculou-se
como estudante de medicina na Universidade de Zurique, que leva a honra
de ser a primeira instituição européia a dar o doutorado
a uma mulher (em 1867). Pelo menos duas sérvias obtiveram esse título
ali, antes mesmo da entrada de Mileva. No outono de 1896 ela já
havia modificado seus planos, passando de medicina para matemática
e física. Assim, foi para a seção VIA do ETH - onde
conheceu Einstein.
Mileva Maric em 1899
O primeiro indicio
de que a relação entre os dois jovens estava começando
a exceder a de colegas de turma está numa carta escrita no outono
de 1897 por Mileva, que então estava em Heidelberg, para Einstein,
na qual ela lhe conta que conversou com o pai sobre ele e que ele deve
"de qualquer jeito vir" visitá-los. A primeira carta preservada
de Einstein para ela data de fevereiro de 1898. Ele a cumprimenta como
"Geehrtes Fräulein" (literalmente, "honrada senhorita"), uma saudação
formal. Conta dos cursos do ETH e pede uma resposta rápida. Na carta
seguinte , dirige-se a ela como "Cara senhorita Maric" e a convida para
jantar na sua pensão. Em março de 1899 ele escreveu novamente,
desta vez desde Milão, onde visitava a família: "A sua foto
impressionou muito os meus pais (...)Tive que agüentar um pouco de
gozação, que não me desagradou nem um pouco." Antes
ele havia assinado "Albert Einstein". Desta vez, apenas "Albert".
As cartas
seguintes de Einstein datam de julho e agosto de 1900, logo após
Mileva ter sido reprovada nos exames, fato que, curiosamente, ele sequer
menciona Agora o tema principal é a reação dos pais
à sua vida privada. Quando ele chegou ao hotel onde sua mãe
estava para passar as férias, ela perguntou o que estava acontecendo
com a Doxerl: "Minha mulher", eu disse inocentemente mas preparado para
uma cena Mamãe se jogou na cama e começou a chorar como um
bebê. Quando se recuperou do choque inicial, lançou-se imediatamente
a uma ofensiva desesperada: "Você está arruinando o seu futuro
e interrompendo o rumo da sua vida (...) ela não se encaixa numa
família decente (...) você vai se ver numa bela confusão
quando ela tiver um filho (... )" Rejeitei energicamente a suspeita de
que tínhamos vivido juntos.
As cartas
de Einstein de 1900-1 também expressam seu amor:
"Como eu pude ter vivido antes? (...) "Sem pensar em você prefiro
não viver mais (...) Dentre
todos é você quem mais me ama e melhor me compreende (...)
Notes que penso que [você]
está pensando em mim com amor e na cama beija o travesseiro. Eu
sei como é (...) Minha
felicidade é a sua felicidade ( ...) Minha vida tem valor verdadeiro,
apenas porque penso em
você (...) Como foi maravilhoso da última vez que pude abraçar
você como a natureza a fez
(Wie die Natur es gegeben hat )."
Fotografia do casamento de Albert Einstein e Mileva
Maric
6 de Janeiro de 1903
Com Mileva Einstein
teve uma filha em torno de janeiro de 1901 chamada Lieserl, e que ninguém
nunca soube de nada e até hoje não se sabe nada sobre ela,
suspeita-se que nem mesmo o próprio Einstein tenha chegado a ver
sua filha, pois na época em que ela nasceu ele estava a busca de
seu primeiro emprego, quando cita em cartas á sua esposa que irá
fazer de tudo para dar uma vida confortável a sua esposa e sua filha.
Em uma seguinte carta Einstein diz em forma de consolo a Mileva que ele
lhe dará uma OUTRA Lieserl. Após casados, Einstein teve outro
filho com Mileva, chamado Hans Albert.
Einstein com o filho, Hans Albert, fim de 1904 ou
início de 1905
Einstein, a enteada Margot e o filho Hans em 1937
No dia 28 de
julho de 1909 nasce o segundo filho de Einstein com Mileva, chamado Eduard.
A partir de aproximadamente 1911 a relação entre o casal
já não era das melhores; Mileva se tornava negligente,
mancava demais (devido a uma doença de nascença); certa vez
ela escreveu uma carta a uma amiga, onde dizia que Einstein vivia apenas
para a sua ciência e dava pouca atenção a família.
Em 1914, Mileva e os dois filhos deixaram Einstein em Berlim e foram para
Zurique, onde ela passou o resto de sua vida.
Eduard ia
revelando que possuía uma grave doença mental. Ele tinha
um enorme talento musical e para compor poesias e prosa, ia devorando os
livros que encontrava, mas as manifestações dos distúrbios
tornaram-se cada vez mais evidentes pouco depois que ele terminou o colégio.
Ele cobriu as paredes do quarto com fotos pornográficas, sua paixão
passou de livros para mulheres. Tinha ataques de fúria tão
violentos, que teve de ser levado ao Burghölzli, um hospital psiquiátrico
perto de Zurique. Quando, mais tarde, entrou na faculdade, era acompanhado
por um enfermeiro disfarçadamente.
Einstein e os filhos Hans Albert e Eduard, meio da
década de 20