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![]() Espectros e Instrumentos EspectraisDistribuição da energia no espectro Não existe nenhum emissor capaz de dar luz monocromática, ou seja, luz com um comprimento de onda rigorosamente definido. Isto é comprovado pelas experiências sobre a decomposição da luz no espectro com um auxílio de um prisma, bem como experiências sobre interferências ou difração. A energia, que traz consigo a luz do emissor, distribui-se de uma forma determinada por ondas de todos os comprimentos, que entram na composição do fluxo luminoso. Pode dizer-se que a energia está distribuída segundo as freqüências, visto que entre o comprimento de onda e a freqüência existe uma relação simples:
Qualquer emissor
de luz é caracterizado pela energia total que irradia por cada unidade de tempo. A
energia irradiada não se distribui uniformemente entre as ondas de comprimentos
diferentes. Por isso, a principal característica da radiação é a distribuição da
energia emitida em cada unidade de tempo segundo os comprimentos de onda ou as
freqüências. Esta distribuição pode calcular-se experimentalmente. Por isso, com o
auxílio de um prisma, pode obter-se o espectro da radiação, por exemplo, de um arco
voltaico, e medir-se a energia luminosa que atravessa um pequeno intervalo espectral de
largura Um termômetro habitual é pouco sensível para que possa ser utilizado com êxito nestas experiências. São necessários instrumentos mais sensíveis para medir a temperatura. Pode usar-se um termômetro elétrico de resistência, no qual o elemento sensível é constituído por uma placa metálica fina . É necessário cobrir esta placa com uma camada fina de fuligem, que absorve quase totalmente a luz de qualquer comprimento de onda. A placa do
instrumento, sensível ao aquecimento, deve ser colocada no lugar do espectro ( fig.1) . A
todo o espectro visível, de comprimento l , entre os raios vermelhos e os raios violeta,
corresponde o intervalo de freqüência de fvm a fvi . À largura Pelo resultado destas experiências pode construir-se o gráfico de dependência da energia irradiada por unidade de tempo em relação à freqüência. A energia irradiada é determinada pela temperatura da placa, enquanto que a freqüência não é difícil de calcular se utilizarmos para a decomposição da luz um instrumento graduado, ou seja, se for conhecido a que freqüência corresponde uma determinada zona do espectro. Colocando no eixo
das abcissas o valor das freqüências, correspondentes aos centros dos intervalos
Instrumentos espectrais. Mecanismos simples, tais como uma fenda estreita, que limita um feixe luminoso, ou um prisma, já não são suficientes para observarmos com exatidão o espectro. Um dispositivo mais perfeito, composto por um prisma e uma lente, proposto por Newton, também não é completamente satisfatório. São necessários dispositivos que dêem um espectro nítido, ou seja, dispositivos que decomponham bem as ondas de comprimentos diferentes e que não permitam ( ou quase não permitam) a sobreposição de zonas diferentes do espectro. Tais dispositivos têm o nome de instrumentos espectrais . Muitas vezes, a parte principal de um instrumento espectral é constituída por um prisma ou por uma rede de difração. Vejamos o esquema de funcionamento do instrumento espectral prismático (fig. 3). A radiação investigada incide primeiro na parte do instrumento, que se chama colimador . Um colimador é um tubo que numa das pontas tem um biombo com uma fenda estreita, e na outra ponta uma lente convergente L1 . A fenda encontra-se no plano focal da lenta. Por isso, um feixe luminoso divergente que incida na lente através da fenda, sai dela como um feixe paralelo e incide no prisma P. Visto que a diversas freqüências correspondem índices de refração diferentes, então do prisma saem feixes paralelos, mas com uma direção diferentes. Eles incidem na lente L2 . No plano focal desta lente encontra-se uma tela de vidro fosco ou uma chapa fotográfica. A lente L2 , foca os raios dos feixes paralelos no écran e, no lugar de uma imagem da fenda, aparece uma série de imagens. A cada freqüência (mais precisamente, a cada estreito intervalo espectral) corresponde a sua imagem. Todas estas imagens juntas formam o espectro. O instrumento descrito chama-se espectrógrafo . Se no lugar da segunda lente e do écran utilizarmos um tubo para observação visual do espectro, então o instrumento chama-se espectroscópio. Os prismas e outros detalhes dos instrumentos espectrais não são obrigatoriamente fabricados de vidro. No lugar do vidro utilizam-se materiais transparentes tais como o quartzo, o sal-gema e outros. É que o vidro, transparente para ondas eletromagnéticas do espectro visível, absorve fortemente as ondas de outros comprimentos. Curso introdutório de Mecânica Quântica
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