O princípio da propulsão por reação é muito mais antigo do que a era espacial. Foguetes possuem uma história que atravessa séculos de experimentação, tecnologia militar, ciência e engenharia.
A história dos foguetes está ligada ao desenvolvimento de dispositivos que utilizavam gases produzidos por combustão para produzir movimento. A NASA apresenta uma história que remonta a experiências com foguetes na China antiga e acompanha a evolução da tecnologia até a era espacial.
No final do século XIX e início do século XX, Konstantin Tsiolkovsky desenvolveu ideias teóricas fundamentais sobre a utilização de foguetes para exploração espacial. Em 1903, publicou trabalhos que discutiam foguetes com propelentes líquidos e as possibilidades da viagem espacial.
Robert H. Goddard foi um dos grandes pioneiros da moderna propulsão de foguetes. Em 16 de março de 1926, realizou o primeiro voo bem-sucedido de um foguete movido por propelente líquido. O voo durou apenas alguns segundos e atingiu uma altitude modesta, mas marcou uma transformação fundamental na história da tecnologia espacial.
Hermann Oberth também foi um dos pioneiros teóricos da astronáutica. Seu livro de 1923 sobre a viagem espacial por foguetes influenciou o desenvolvimento da cultura científica e tecnológica que posteriormente levaria à era espacial.
Ao longo do século XX, os foguetes passaram de experimentos relativamente pequenos para sistemas capazes de colocar satélites, sondas e seres humanos em órbita. O princípio físico básico, entretanto, continua reconhecível: uma massa é acelerada em uma direção e o veículo recebe uma mudança de quantidade de movimento em direção oposta.
O foguetismo, ou atividade com foguetes experimentais e modelos, reúne Física, Matemática, Química, Engenharia e computação. Em ambiente educacional, ele é especialmente interessante porque transforma o estudante em investigador.
Em vez de simplesmente perguntar "qual foguete sobe mais?", podemos formular perguntas científicas muito melhores: