Nos manuais de instalação de equipamentos de som há o alerta aos usuários para que observem a correta polaridade dos fios ao realizarem as conexões das caixas de som. As figuras ilustram o esquema de conexão das caixas de som de um equipamento de som mono, no qual os alto-falantes emitem as mesmas ondas. No primeiro caso, a ligação obedece às especificações do fabricante e no segundo mostra uma ligação na qual a polaridade está invertida.
O que ocorre com os alto-falantes E e D se forem conectados de acordo com o segundo esquema?
Alternativas
A)
O alto-falante E funciona normalmente e o D entra em curto-circuito e não emite som.
B)
O alto-falante E emite ondas sonoras com frequências ligeiramente diferentes do alto-falante D provocando o fenômeno de batimento.
C)
O alto-falante E emite ondas sonoras com frequências e fases diferentes do alto-falante D provocando o fenômeno conhecido como ruído.
D)
O alto-falante E emite ondas sonoras que apresentam um lapso de tempo em relação às emitidas pelo alto-falante D provocando o fenômeno de reverberação.
E)
O alto-falante E emite ondas sonoras em oposição de fase às emitidas pelo alto-falante D provocando o fenômeno de interferência destrutiva nos pontos equidistantes aos alto-falantes.
Correta
Resolução Comentada
Ideia-chave. Inverter a polaridade de uma das caixas não altera a frequência emitida; altera a fase da oscilação do alto-falante.
\[ \Delta\phi = \pi \]
1. O que acontece no espaço? Se as duas caixas emitem ondas iguais e estão em oposição de fase, uma região de compressão produzida por uma caixa coincide com uma rarefação produzida pela outra.
2. Nos pontos equidistantes. Como os caminhos percorridos pelas ondas são iguais, a diferença de percurso não introduz uma defasagem adicional. Assim, a oposição de fase permanece e ocorre interferência destrutiva.
Não confunda: batimento exige frequências diferentes. Aqui, as frequências são as mesmas; o problema é a diferença de fase.
Conclusão: ocorre interferência destrutiva nos pontos equidistantes. Alternativa (E).