A combinação de gráficos vetoriais, equações e programação permite criar verdadeiros laboratórios virtuais.
Um experimento virtual pode permitir que o estudante altere parâmetros, observe o fenômeno e registre os resultados.
Alguns exemplos:
Em todos esses casos, a imagem pode ser atualizada automaticamente.
O estudante não está apenas olhando para uma figura pronta. Ele está manipulando uma representação de um modelo físico.
Tradicionalmente, o ensino de Física utiliza desenhos feitos no quadro, ilustrações em livros e imagens digitais.
O SVG introduz uma possibilidade adicional: o desenho pode estar diretamente ligado às grandezas matemáticas que descrevem o fenômeno.
A posição de uma seta pode depender de uma variável. O tamanho de um vetor pode ser proporcional ao módulo de uma força. A inclinação de uma reta pode representar uma velocidade. A área de uma região pode representar trabalho.
Essa ligação entre representação visual e modelo matemático pode tornar explícitas relações que, em uma imagem estática, permanecem implícitas.
O diagrama deixa de ser apenas uma ilustração do conteúdo. Ele passa a fazer parte do próprio modelo.
O poder visual do SVG também exige responsabilidade pedagógica.
Uma animação bonita não é necessariamente uma boa explicação física.
É possível construir uma animação que seja visualmente atraente e conceitualmente incorreta.
Isso ocorre especialmente em temas como Mecânica Quântica, Relatividade e Física Atômica, nos quais representações visuais são frequentemente apenas modelos aproximados.
Uma representação de elétrons orbitando o núcleo como pequenos planetas, por exemplo, pode ser útil em determinado contexto histórico, mas não deve ser apresentada como descrição literal do átomo quântico.
Portanto, o princípio mais importante é: a qualidade gráfica deve estar subordinada à qualidade científica.