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4 - As Principais Conseqüências dos Postulados da Teoria da RelatividadeDos postulados da teoria da relatividade resulta um conjunto de importantes corolários que afetam as propriedades do espaço e do tempo. Nós não nos deteremos na explicação relativamente difícil destes corolários. Limitemo-nos a enumerá-los. A relatividade da distância A distância não é uma grandeza absoluta, mas depende do movimento do corpo em relação a um dado sistema de referência. Designemos por
Como se vê por esta fórmula ,
Nisto consiste a redução relativista do corpo nos sistemas de referência em movimento. Relatividade dos intervalos de tempo. Seja o intervalo de tempo entre dois acontecimentos que se dão no mesmo ponto do sistema inercial K igual a t 0 . Tais acontecimentos podem ser, por exemplo, dois batimentos de um metrônomo que conta os segundos. Então o intervalo t entre estes acontecimentos, num sistema de referência k1 , que se move em relação ao sistema K com a velocidade v, exprime-se do seguinte modo.
Evidentemente t > t 0 . Trata-se do efeito relativista de atraso do tempo nos
sistemas de referência em movimento. ou seja, a redução dos corpos e o atraso do tempo relativistas num sistema de referência em movimento podem não ser tomados em consideração. A lei relativista da composição das velocidades. Aos novos conceitos relativistas de espaço e de tempo corresponde uma nova lei da composição das velocidades. Evidentemente que a lei clássica da composição das velocidades não pode ser verdadeira, visto que ela contradiz a afirmação de que a velocidade da luz é constante na vácuo. Se um comboio se move com a velocidade v e num vagão, segundo a direção do movimento do comboio, se propaga uma onda luminosa, então a sua velocidade em relação á Terra deve ser igual de novo a c , e não a v + c . A nova lei da composição das velocidades deve conduzir ao resultado pretendido. Formularemos a lei da composição das velocidades para o caso particular em que o corpo se movimenta ao longo do eixo X1 do sistema de referência K1 , o qual, por sua vez, se move com a velocidade v em relação ao sistema de referência K. Além disso, os eixos das coordenadas X e X1 coincidem sempre, enquanto os eixos das coordenadas Y e Y1 , Z e Z1 se mantêm paralelos (fig. 4) .
Fig. 4 Representemos a velocidade do corpo em relação a K1 por v1 , a velocidade do mesmo corpo em relação a K por v2 . Então, de acordo com a lei relativista da composição de velocidades,
Se v << c e v1 << c , então podemos desprezar o termo v1 v / c2 no denominador e, em vez de ( 3 ) , obtermos a lei clássica da composição das velocidades: v 2 = v 1 + v Quando v1 = c , a velocidade v2 também se torna igual a c , tal como exige o segundo postulado da teoria da relatividade . De fato,
Uma admirável propriedade da lei relativista da composição de velocidades consiste em que, para quaisquer velocidades v1 e v (evidentemente, não superiores a c ) a velocidade v2 não é superior a c . No caso limite em que v1 = v = c obtém-se
A velocidade v > c não é possível. A esta conclusão também se pode chegar através de raciocínios formais. De fato, se v > c , as fórmulas (1) e (2) perdem o significado, visto que o comprimento e o tempo se tornam imaginários. Curso introdutório de Relatividade Restrita
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