Mais de um século depois das primeiras formulações da mecânica quântica, seus cálculos continuam sendo extraordinariamente bem-sucedidos.
O formalismo baseado em espaços de Hilbert está por trás de tecnologias tão diferentes quanto lasers, ressonância magnética, semicondutores, relógios atômicos, computação quântica e diversas técnicas de espectroscopia.
Mas o sucesso preditivo não encerrou as questões filosóficas.
O que exatamente representa o vetor de estado? A função de onda é um elemento da realidade ou uma descrição do nosso conhecimento? O colapso é um processo físico ou uma atualização da descrição? Existem múltiplos resultados possíveis em diferentes ramos? A teoria quântica é completa ou emergirá de uma estrutura ainda mais profunda?
Diferentes interpretações — como a de Copenhague, a de muitos mundos, teorias de variáveis ocultas, modelos de colapso objetivo e outras abordagens — oferecem respostas diferentes para essas perguntas, embora muitas delas compartilhem o mesmo formalismo matemático básico e façam as mesmas previsões experimentais em seus domínios de aplicação.